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HipHop

Linha de frente

Publicado em 28 de janeiro de 2026

Compositores

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Letra

Verso 1 Cresci ouvindo promessa virar poeira no chão Vi talento morrer cedo por falta de opção Mãe cansada, pai calado, conta atrasada na mão Enquanto na TV vendem sonho em prestação Aprendi cedo que ninguém vem te salvar Que sorriso falso é mais comum que olhar no olho e falar Que respeito não se pede, se impõe sem gritar E que quem fala demais quase nunca sabe escutar Cansei de ser plano B, de esperar migalha Hoje eu jogo o jogo mesmo quando o dado falha Cada queda me ensinou a subir sem bengala Dor virou combustível, não virou mortalha Pré-refrão Eles riram quando eu disse que ia chegar Hoje fingem que sempre souberam apostar Não foi sorte, foi sangue, foi noite sem dormir Foi escolher continuar quando era mais fácil desistir Refrão Tô na linha de frente, sem medo do tiro Minha voz é meu escudo, meu verso é meu grito Se o mundo é um ringue, eu não corro do conflito Caí mil vezes, levantei infinito Na linha de frente, sem plano reserva Se é pra viver calado, então não me observa Meu nome é cicatriz escrita na pele Sobrevivi ao caos, não foi milagre, foi fé e pele Verso 2 Aqui talento não basta, tem que ter casco Tem que aguentar o peso, o olhar, o deboche raso Tem que sorrir sangrando pra não virar caso Mais um número frio num gráfico raso Já vi amigo virar inimigo por migalha Já vi verdade morrer por medo de retalia Mas eu sigo reto, mesmo quando o vento atrapalha Quem anda com caráter não precisa de medalha Não sou exemplo de capa, sou prova viva De que a dor bem usada também motiva Se o sistema fecha porta, eu viro a maçaneta Minha caneta é faca, minha rima é luneta Ponte Não me chama de sortudo, chama de insistente Eu errei consciente, aprendi diferente Enquanto uns vendem alma pra parecer alguém Eu pago o preço de ser eu, até o fim Refrão (final) Na linha de frente, sem medo do tiro Se eu cair hoje, amanhã eu respiro Não peço aplauso, respeito eu conquisto Minha história não é trend, é compromisso Na linha de frente, olho aberto, mente fria Se o mundo é guerra, eu luto com poesia Não vim pra ser lembrado, vim pra deixar rastro Do moleque desacreditado ao nome gravado