Nascimento Negado

RapReflexiva27 de agosto de 2026

Preferências da criação

Estilo: RapClima: ReflexivaEstrutura: PadrãoLinhas: médiaVoz: Voz feminina, Voz média

Compositor: Bruna Barbosa

Letra

nascimento negado Dezenove de setembro, o ano era noventa e quatro O caos do mundo me recebe num retrato Sem roupa, sem manta, o primeiro abrigo um mundo que o destino trouxe comigo Já nasci com o choro, a fome e o pesar Num colo que eu não sabia se ia me amar Dificuldade e medo, a solidão no olhar O que de bom eu trouxe se eu só soube lutar? Sou Bruna Barbosa, retalhos de dor Buscando no escuro um rastro de amor Um peito me deu leite, mas faltou o lugar No fim da fila, sempre a última a chegar Nesse mundo estranho onde não me achei Sou a esquisita que o bullying marcou o que eu sei. Cresci entre irmãos que eram primos, talvez A inocência achava que era a minha vez Mas o sangue separa, a rejeição é um muro Fiquei sem brinquedo, fiquei no escuro Hoje sou mulher, mas feita de pedaços Família que nega, que desfaz os laços Por que me excluem? Por que tanto trauma? As feridas do corpo ecoam na alma. Se hoje o sopro da vida parasse em mim Não peça meus órgãos, o estado é ruim Meu coração tem espinhos, bate fraco e cansado Como se várias facas tivessem o perfurado Meu cérebro guarda memórias de escuridão Quem aproveita a vida com tamanha lesão? [Refrão] Sou Bruna Barbosa, retalhos de dor Buscando no escuro um rastro de amor Um peito me deu leite, mas faltou o lugar No fim da fila, sempre a última a chegar Nesse mundo estranho onde não me achei Sou a esquisita que o bullying marcou o que eu sei. Eu não entendo... mas Deus sabe de tudo Me perco no caminho desse labirinto mudo Tentando achar a rota, a luz, a saída Pra ver se enfim eu começo a minha vida... A minha vida... Bruna Barbosa. um vazio que ninguém preenchia Me perguntava o que de bom eu trazia eu sou a rota que se perdeu no temporal Um coração que dói, um peito que bate mal Bruna Barbosa, um nome escrito na dor Tentando entender onde se escondeu o amor Aqui não é meu lugar, eu sinto o tempo passar Mas os pedaços de mim eu não consigo juntar Achei que teria família, achei que teria um lar marca na mão Traumas que a família nega, sombras que me seguem Esperando que um dia essas vozes sosseguem ​Eu não entendo mais, Deus sabe destino Vou andando no escuro, enfrentando o medo Tentando achar a rota certa pra vida seguir Bruna Barbosa, ainda tentando existir ​ No meio do aperto, uma vida se fez presente Mesmo sem o berço de ouro que o mundo desenhou A força de uma menina ali se revelou Entre passos incertos e o colo que mudou de lugar Eu buscava um porto, um motivo pra acreditar. Cresci no silêncio, sentindo o peso da exclusão Mas dentro do peito guardava minha própria canção Na escola, os olhares tentavam me diminuir Mas eu não sabia que tinha tanto ainda pra vir Fui feita de retalhos, de histórias que o tempo guardou E mesmo nas sombras, a minha essência brilhou. Eu sou Bruna Barbosa, feita de superação Cuidando das marcas que moldaram meu coração Não sou só o trauma, sou o que consegui construir Buscando a rota certa pra finalmente seguir Deus conhece a estrada, Ele entende o meu caminhar E a luz que eu busco, eu mesma vou encontrar. Se hoje meu coração bate num ritmo cansado É porque ele carrega o peso de tudo o que foi passado Mas cada cicatriz é uma prova de que eu sobrevivi E que o melhor de mim ainda está por vir A memória é profunda, mas a esperança é maior Vou transformar o meu pranto num destino melhor. Me perco e me acho, mas não desisto do cais Minha história é escrita com linhas de paz Bruna Barbosa... seguindo a rota da vida.

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